Esse episódio do Tardelli, na melhor das hipóteses, denuncia a promiscuidade que marca as relações entre o interesse público e o privado no esporte brasileiro. Os clubes se alimentam de tratamento tributário diferenciado, e o prato é servido quente para os espertos se locupletarem nas nossas fuças, apaixonados incorrigíveis. A Madonna vai desfilar sua segunda idade anoréxica no Morumbi? E tome de ingressos para a plutocracia esportiva acobertar seus interesses escabrosos. É assim com as viagens mordômicas da CBF, com os coquetéis e regabofes movidos a dinheiro público. O grande erro é aceitar a tese canhestra de que o clube é dos sócios. Se a teta generosa dos cofres públicos abastece a ganância das raposas, clube de futebol, no Brasil, é assunto de interesse social. Com punidade, responsabilidade criminal e o escambau. Com safado pagando por safadeza. E ficam os forrest gumps falando em filiação em massa. Beto Sales | ||||
domingo, 7 de dezembro de 2008
Tardelli
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